Tendência do aprendizado EAD nas empresas

 

 O aumento no mercado de trabalho de uma geração completamente familiarizada com o modelo EAD, fará com que os próprios “treinandos” se adaptem melhor neste modelo.

O Ensino à Distância (EAD) no Brasil tem crescido muito além do que o ensino no modelo presencial. Para se ter uma ideia, comparando o Censo ABED (Associação Brasileira de Ensino à Distância) de 2011 para 2012, o crescimento do EAD foi de 12,2%, enquanto no modelo presencial foi de 3,1 %.

Esse crescimento também se configura com o grande aumento no número de alunos ingressantes no modelo EAD na última década. Se analisarmos os alunos matriculados em cursos EAD (credenciados e livres) em 2004, o número era de 309.957. Já em 2012, este número subiu para 5.436.243 alunos matriculados em cursos EAD. Se incluirmos as disciplinas realizadas no modelo EAD em cursos presenciais, este número ainda sobe para  5.772.466. Destes, 74,4% matriculados em cursos livres; 19,8% nos cursos autorizados; e 5,8% nas disciplinas de cursos presenciais autorizados.

Além disso, um dos elementos muito contestados no EAD, e que normalmente é incluído como uma desvantagem deste modelo é a evasão dos alunos. Porém, podemos ver uma diminuição acentuada comparando os dados de 2011 para 2012 neste quesito. Nos cursos autorizados, a evasão reduziu de 20,5% para 11,74%; nos cursos livres, reduziu de 23,6% para 10,05% e nos cursos corporativos, de 17,6% para 3,10%.

Este grande avanço do modelo EAD pode ter origem em um conjunto de aspectos:

- O aumento das dificuldades com deslocamento e custos atrelados a ele;

- A comodidade e segurança em estudar em casa ou no trabalho;

- A evolução das tecnologias de aparelhos móveis e melhorias de acesso à internet, fazendo com que o acesso às aulas se torne cada vez mais facilitado;

- A melhoria das estratégias pedagógicas e ferramentas utilizadas no EAD, fazendo com que o aluno tenha maior interesse neste modelo, entre outros.

Com este panorama, entendemos que em pouco tempo, esta nova geração, de alguma forma terá tido contato com o modelo EAD, seja com uma parcela significante desta ferramenta  em seus cursos semipresenciais, ou em cursos integralmente EAD de graduação, atualização e pós-graduação.

Portanto, podemos presumir que num curto espaço de tempo, parte majoritária da mão de obra corporativa, estará mais familiarizada em aprender pelo modelo EAD do que pelo modelo presencial. O que significa que em poucos anos, além dos benefícios já estabelecidos de redução de custos e velocidade de atualização da informação, o modelo EAD será essencial para o padrão de aprendizado dos indivíduos no ambiente corporativo.